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terça-feira, 10 de março de 2015

Dois deputados evangélicos serão investigados pelo Supremo por envolvimento no Petrolão



Dois integrantes da bancada evangélica na Câmara dos Deputados tiveram seus nomes mencionados na lista de políticos que deverão ser investigados por envolvimento com a corrupção na Petrobrás.

A divulgação da lista, na última sexta-feira, 06 de março, confirmou as suspeitas de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, estaria entre os investigados.

No entanto, o missionário José Olímpio (PP-SP), ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, também foi mencionado entre os parlamentares que serão investigados e posteriormente julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que não se fará distinção de partidos políticos no momento da investigação e também nos julgamentos do Petrolão: “Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio. Quem tiver de pagar vai pagar”, afirmou.

A expectativa é que o processo seja longo, pois os nomes listados para investigação até agora fazem parte das primeiras fases da Operação Lava-Jato, que continua em andamento, e poderá revelar novos envolvidos.

“Nós vamos apurar. Isso é um processo longo. Nós estamos começando agora. A investigação começa e nós vamos até o final dessa investigação”, acrescentou Janot.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também entre os investigados, afirmou que houve uma movimentação do governo para incluir os principais nomes da oposição entre os envolvidos, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ex-candidato a presidente não está entre os investigados.

“O jogo do governo era: ‘Quanto mais gente tiver [na lista], melhor, desde que tenha o Aécio’. Essa era a lógica do Planalto […]Ela só soube que o Aécio estava fora na noite da terça-feira, quando o Janot entregou os nomes para o Supremo. Ficou p… da vida. Aí a lógica foi clara: vazar que estavam na lista Renan e Eduardo Cunha. Por quê? Porque querem sempre jogar o problema para o outro lado da rua. Foi algo dirigido. O ‘Jornal Nacional’ dizendo, veja só, que ‘o Planalto confirma que Renan e Eduardo Cunha estavam na lista’. Veja se tem cabimento? Havia ali uma dezena de nomes, mas o Planalto deliberadamente direcionou a cobertura da mídia para dois nomes. Dois nomes que retiravam o governo momentaneamente dos holofotes”, acusou Calheiros, dizendo-se vítima de perseguição, segundo informações do Uol.

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