Google+ Rádio Gospel Hits: Universal é criticada por suas práticas na Nova Zelândia

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Universal é criticada por suas práticas na Nova Zelândia

O jornal New Zealand Herald, um dos mais influentes das ilhas vizinhas à Austrália, publicou uma matéria investigativa esta semana envolvendo o nome a igreja Universal do Reino de Deus. Como consequência, surgiram pedidos para que se investigue a oferta de óleo ungido e a arrecadação de dinheiro, como já aconteceu após denúncias similares de um canal de TV local.

Desde 2005 está na Nova Zelândia, país colonizado pelos ingleses e onde a maioria ainda é seguidor da Igreja Anglicana. Contudo, a prática da oferta de “objetos milagrosos” nos cultos não é bem vista naquela cultura.

Uma recente campanha da IURD no país promete que oferecerá azeite de oliva, esse óleo veio de Israel e recebeu orações. Por ser ungido teria capacidade de curar problemas de saúde como tumores, além de esquizofrenia e até problemas de relacionamento.

Panfletos colocados em caixas de correio na capital Auckland convidam para os cultos como “uma oportunidade única para aqueles que precisam de um milagre.”

O Herald procurou o responsável pela igreja que distribuiu os panfletos, pastor Renato Fernandes. Ele se recusou a falar e encaminhou a reportagem ao líder na capital, bispo Victor Silva, exigindo provas da eficácia do uso do óleo oferecido. Silva limitou-se a enviar um e-mail dizendo que seu uso é “um ato de fé”, e que “a fé pode ajudar no processo restaurativo”.

Afirma ainda que “A Igreja não tem perícia médica especializada para verificar todas as pessoas que se apresentam na igreja com uma doença. Por isso elas sempre são aconselhadas a procurar um médico de sua confiança”.

Ofertados nas garrafas em forma de cruz já conhecidas no Brasil, o grande evento deste domingo será realizado no Centro de Eventos Vodafone em Manukau. O material promocional na IURD traz testemunhos de pessoas que afirmam terem sido curadas, mas não oferece provas médicas. Isso motivou a matéria do jornal.

O vice-presidente da Associação Médica da Nova Zelândia, Stephen Child, disse que usar o azeite oferecido pela igreja é uma opção pessoal. Explica que todos os tratamentos com “efeito placebo”, mostram em média, que 30% dos doentes apresentam melhora. O que não significa uma cura total. Por isso, faz um alerta: “Se você estiver disposto a correr riscos … a escolha é sua”.

Em contato com a redação do Gospel Prime, a IURD pediu que fossem feitas retificações no texto e esclarece que “a igreja funciona legalmente naquele país, registrada e reconhecida pelo governo da Nova Zelândia, mediante a concessão do estatuto de instituição de solidariedade”.

Acrescenta ainda que “a reportagem da emissora pública de televisão TVNZ traz declaração do diretor nacional da New Zealand Christian Network, Glyn Carpenter em sentido oposto: de que “não parece a partir dos relatos da mídia que a igreja [Universal]… tenha dito nada em sua promoção que nós discordemos”.

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