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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Feliciano enfrenta novas pressões para deixar Comissão de Direitos Humanos



O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) enfrenta uma nova rodada de pressão política para abandonar o cargo. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), prometeu na semana passada reunir os líderes partidários em uma reunião com Feliciano para pedir que ele deixe o posto.

Desde a chegada de Feliciano à presidência do colegiado a comissão não consegue funcionar, fato que deve ser usado como principal argumento pelo peemedebista e líderes de partido para convencer o deputado do PSC a abandonar a presidência da comissão.

Em diversas entrevistas, no entanto, Feliciano já deixou claro que não tem interesse em sair. O partido do congressista, que também é pastor evangélico, defende sua permanência, apesar dos seguidos protestos de defensores de direitos humanos, artistas, deputados e organizações internacionais.

Pesam contra Feliciano acusações de que ele teria praticado atos racistas em comentários na internet, além de declarações discriminatórias contra os homossexuais. Segundo a Declaração Universal de Direitos Humanos, que tem força de lei no Brasil, "ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação", afirma o texto. "Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pastor diz que comissão era "dominada por Satanás"

Feliciano declarou que o colegiado era "dominado por Satanás" antes de sua chegada ao posto. A afirmação foi dada durante um culto em um ginásio de Passos (MG) na sexta-feira à noite. Ele foi recebido por protestos no local. "Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás". Na sequência, Feliciano criticou a realização de um seminário sobre "diversidade sexual na primeira infância" feito pelo órgão em 2012. "Eu morro, mas não abandono minha fé", gritou ele, que vem sendo acusado de ser homofóbico e racista. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo. 

A declaração do deputado não foi bem recebida por ex-presidentes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. "Mais uma vez, ele mostra desequilíbrio, inclusive emocional, para presidir uma comissão. É um cargo que exige parcimônia, respeito", disse a deputada federal Manuela D´Ávila (PC do B-RS), que presidiu a CDH em 2011. A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES), que dirigiu a mesma comissão em 2010, repudiou de maneira enfática a fala de Feliciano. Para ela, o deputado é um "vexame" e "empobrece o parlamento"."Esse pastor é um ridículo. É um vexame e deveria se mancar e não expor à Câmara ao ridículo", afirmou. Antecessor de Feliciano no cargo, Domingos Dutra (PT-MA) também criticou a declaração. "Cada vez que fala, ele se encrenca. Ele ofende os demais colegas", disse.

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